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quarta-feira, 18 de abril de 2012

                                                             O Poeta da Esperança

Este texto é inspirado na "Divina Comédia" de Dante Alighieri, que escreveu em forma de versos sua vida atormentada. Ele conta que foi levado do inferno ao purgatório pelas mãos de Vírgilio, isto é, a poesia, e do purgatório ao céu pelas mãos de Beatriz, isto é, o amor.

Por conseguinte, pela poesia e amor, ele recuperou o paraíso. Os seus versos parece indicar que em seus dias finais em Ravena foram cercados por algum contentamento, onde era estimado e tinha um grande círculos de amigos.

Conforme a disseminação de verdade e conceitos sadios , a poesia e a filosofia mantêm-se perene aos longos dos anos e das inovações tecnológicas, de modo que são apreciadas com a mesma força e o mesmo interesse de outras épocas, pois sem poesia e filosofia a verdade não pode ser encontrada e provada, e o destino do homem, querendo , ou não, é encontrar a verdade e com ela a felicidade.

Assim,quando as crianças entendem o valor do dinheiro, perdem o paraíso que tem na terra.

Há duas maneiras de recuperar este paraíso : pelo amor e pela poesia.

Pode-se dizer que o homem é o mais infeliz de todos os animais , porque é o único que sabe que vai morrer algum dia .Mas, ao mesmo tempo pode- se dizer que o homem é o mais notável de todos os animais, pois mesmo sabendo que vai morrer um dia ele é capaz de sorrir , criar e amar.

CANTO I

Perdido em uma floresta Dante alcança o sopé de uma colina

que ele começa a ascender. É impedido por três feras : um leão,

uma loba e uma pantera. Ele volta, mas é econtrado por Vírgilio

que propõe guiar-lhe no mundo externo.

CANTO II

Duvidoso dos seus próprios poderes, Dante é desencorajado no

princípio , mas Virgílio anima-o dizendo que foi mandado em sua

ajuda por um espírito abençoado do céu que se revela como

Beatriz. Dante põe o medo de lado e os poetas prosseguem.

CANTO III

O portão do inferno. Virgílio levá-o para dentro, onde eles assis-

tem o castigo daqueles que viveram sem infâmia e sem louvor.

CANTO IV

Virgílio leva Dante pelo limbo, o primeiro círculo do inferno,

o qual contém os espirítos daqueles que viveram virtuosamente,

mas sem fé em Jesus Cristo . Virgílio é saudado pelos seus com-

panheiros poetas. Entre eles estão Aristóteles, o filósofo, Platão,

o reformador, Sócrates, o mártir, Diógenes, o cínico, Eurípedes,

o humano, Hipócrates, o pai da medicina, Ptolomeu, o astrôno-

mo, e Zeno, o estóico, aquele que permanecia impassível tanto

diante da desgraça como da felicidade. Depois de vê-los, os

poetas partem

quarta-feira, 28 de março de 2012

A LINGUAGEM E OS TIPOS DE DISCURSOS


A LINGUAGEM E OS TIPOS DE DISCURSOS


 Num texto devemos distinguir a linguagem do narrador, que é  o contador da estória, e a linguagem das personagens, que são as pessoas que tomam parte na estória, agindo, dialogando, sentindo, desabafando, expõem suas ideias. Quando um narrador conta o que elas disseram, insere na narrativa,  uma fala que não é de sua autoria, cita o discurso alheio.
A linguagem do narrador é caracterizada pela norma culta. Já na linguagem da personagem, o fundamental é que haja uma adequação da forma linguística com a personagem ( seu meio cultural, sua situação de momento, posição social, etc). Há três maneiras de reproduzir a fala das personagens: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre.
Em um texto narrativo, o autorhttps://sites.google.com/site/iozglar/ pode optar por três tipos de discurso: o discurso direto, o discurso indireto e o discurso indireto livre. Não necessariamente estes três discursos estão separados, eles podem aparecer juntos em um texto. Dependerá de quem o produziu.
DISCURSO DIRETO
Neste tipo de discurso as personagens ganham voz. É o que ocorre normalmente em diálogos. Isso permite que traços da fala e da personalidade das personagens sejam destacados e expostos no texto. O discurso direto reproduz fielmente as falas das personagens. Verbos como dizer, falar, perguntar, entre outros, servem para que as falas das personagens sejam introduzidas e elas ganhem vida, como em uma peça teatral.
Travessões, dois pontos, aspas e exclamações são muito comuns durante a reprodução das falas.
Ex.
“O Guaxinim está inquieto, mexe dum lado pra outro. Eis que suspira lá na língua dele – Chente! que vida dura esta de gua xinim do banhado!…”
“- Mano Poeta, se enganche na minha garupa!”
O doutor Fábio, em frente de sua mesa de trabalho, ar cansado, com grande simpatia, perguntou -me :
— O que você deseja?
Respondi-lhe prontamente;
 —Desejo um lugar na expedição.
As marcas do Discurso direto são :
ü  a fala das personagens e, em princípio, anunciada por um verbo ( dizer, retrucar, retorquir, afirmar, exclamar, indagar, mandar, ordenar, pedir, perguntar, responder, etc);
ü  a fala das personagens aparece  separada da fala do narrador, por aspas, dois pontos, travessão, vírgula;
ü  os pronomes pessoais, os tempos verbais e as palavras que indicam espaço e tempo ( por exemplo, pronomes demonstrativos e advérbios de lugar de lugar e de tempo) são usados em relação `a pessoa da personagem, ao momento em que ela fala e ao espaco em que ela esta: a personagem  diz eu, o espaço em que ela se encontra e o aqui e o tempo agora.
DISCURSO INDIRETO
O narrador falando pela personagem.Ele conta a história e reproduz a  fala, e reações das personagens. É escrito normalmente em terceira pessoa. Nesse caso, o narrador se utiliza de palavras suas para reproduzir aquilo que foi dito pela personagem.
“Elisiário confessou que estava com sono.”(Machado de Assis)
“Fora preso pela manhã, logo ao erguer-se da cama, e, pelo cálculo aproximado do tempo, pois estava sem relógio e mesmo se o tivesse não poderia consultá-la à fraca luz da masmorra, imaginava podiam ser onze horas.” (Lima Barreto)
O Doutor Fábio, em frente de sua mesa de trabalho, ar cansado, com grande simpatia, perguntou -me o que  eu desejava ?
Respondi-lhe prontamente que desejava  um lugar na expedição.( O.B. Mott)
As principais marcas do discurso indireto  são:
ü  as falas das personagens também vêm introduzidas por um verbo  de dizer;
ü  as falas das personagens constituem ora ç ão subordinada substantiva objetiva direta do verbo dizer e, portanto, são separadas da fala do narrador por uma partícula introdutória, normalmente que ou se:
Ex: Elisiário confessou que estava com sono.
ü  os pronomes pessoais, os tempos verbais e as palavras que indicam tempo e espaço ( como  os pronomes demonstrativos e advérbios de lugar e de tempo) são usados em relação ao narrador, ao momento em que ele fala e ao espaço em que está.
DISCURSO INDIRETO LIVRE
E o narrador reproduzindo o pensamento da personagem. O texto é escrito em terceira pessoa e o narrador conta a história, mas as personagens têm voz própria, de acordo com a necessidade do autor de fazê-lo. Sendo assim é uma mistura dos outros dois tipos de discurso e as duas vozes se fundem.
Ex.
“Que vontade de voar lhe veio agora! Correu outra vez com a respiração presa. Já nem podia mais. Estava desanimado. Que pena! Houve um momento em que esteve quase… quase!”
“Retirou as asas e estraçalhou-a. Só tinham beleza. Entretanto, qualquer urubu… que raiva…” (Ana Maria Machado)
“D. Aurora sacudiu a cabeça e afastou o juízo temerário. Para que estar catando defeitos no próximo? Eram todos irmãos. Irmãos.” ( Graciliano Ramos)
As características do discurso alheio são:
ü  não há verbos de dizer anunciando a fala das personagens;
ü  elas não são introduzidas por particulas como o que ou se nem separadas por sinais de pontuaç ão;
ü  o discurso indireto livre contém , como o discurso direto, oracões interrogativas, imperativas e exclamativas, bem como interjeicões, e outros elementos expressivos;
ü  os pronomes pessoais  e demonstrativos, as palavras indicadoras de espaço e tempo são usadas da mesma forma que o discurso indireto. Por isso, o verbo ocorre no pretérito imperfeito ( estava, perguntava, etc.). O pronome demonstrativo ocorre na forma aquilo como no discurso indireto.
EXPLICANDO
Na passagem do discurso direto para o indireto se nota algumas modificações na linguagem:
Pedro disse:
—Eu  estarei aqui de manhã.
A persoangem diz eu; o aqui e o lugar em que a persoangem está; amanhã e o dia seguinte ao dia em que ela fala.
Passando para o discurso indireto: Pedro disse que estaria lá no dia seguinte. O eu passa a ele porque alguém de quem o narrador fala; estaria e futuro do pretérito: e um tempo relacionado ao pretérito da fala do narrador(disse), e não ao presente da fala da personagem, como estarei; lá é o espaco em que a personagem ( e não o narrador) havia de estar; no dia seguinte é o dia em que vem após o momento da fala da personagem designada por ele.
Observe o seguinte:
A passagem do discurso direto para o indireto tem a forma interrogativa, exclamativa, ou imperativa  convertidas, no discurso indireto, em orações declarativas.
Ela me perguntou:
- Quem está aí ?
Ela me perguntou quem estava lá.
As interjeicões e os vocativos  do discurso direto desaparecem no discurso indireto ou tem seu valor semântico explicitado, isto é, traduz-se o significado que eles expressam.
O papagaio disse:
—Oh! Lá vem a raposa.
O papagaio disse admirado ( explicitação do valor semântico da interjeição oh!) que ao longe vinha a raposa.
Se o discurso citado ( fala da persoangem) comporta um eu ou um tu que não encontram entre as pessoas do discurso citante ( fala do narrador), eles são convertidos num ele; se o discurso contém um aqui que não corresponde ao lugar em que foi proferido o discurso citante, ele e convertido num lá.
Pedro disse lá em Paris:
- Aqui eu me sinto bem.
Eu ( pessoa do discurso citado que não se encontra no discurso citante ) converte-se em ele; aqui  (espa ço do discurso citado que é diferente do lugar em que foi proferido o discurso citante ) transforma-se  em lá:
Pedro disse que lá ele se sentia bem.
No que se refere aos tempos, o mais comum é que o verbo  esteja no presente ou no pretérito perfeito. Quando um verbo de dizer estiver no presente e o da fala da personagem estiver no presente, preterito ou no futuro do presente, os tempos matêm-se  na passagem do discurso direto para o indireto. Se o verbo estiver no pretérito perfeito, as alteracões  que ocorrem na fala da personagem são as seguites:
DISCURSO DIRETO                                         DISCURSO INDIRETO
PRESENTE                                                             PRETÉRITO
preterito perfeito                            pretérito mais que perfeito
futuro do presente                         futuro do pretérito
 Ex: Joaquim disse:
— Compro tudo isso.
Joaquim disse que comprava tudo aquilo.
 Joaquim disse:
 — Comprei tudo isso.
Joaquim disse que comprara tudo aquilo.
Joaquim disse:
 — Comprarei tudo isso.
Joaquim disse que compraria tudo aquilo.
O imperativo, o presente e o futuro do subjuntivo passam ao imperfeito do subjuntivo.
Ex:
— Faça o exercício! - O professor mandou que ele fizesse o exercício.
— Espero que faça o exercício. - O professor disse que esperava que ele fizesse o exercíco.
— Avise-me quando fizer o exercício, o professor pediu que ele o avisasse quando fizesse o exercício.

segunda-feira, 5 de março de 2012

A caixa de bombons


A Caixa de Bombons
Agatha Christie

A noite era de tempestade. O vento uivava lá fora e fortes rajadas de chuva sacudiam as vidraças.

Poirot e eu estávamos sentados em frente à lareira, aquecendo-nos às chamas reconfortantes. Do meu lado, sobre a mesa que nos separava, fumegava uma caneca de toddy[1] prepara­do com carinho. Junto a Poirot uma xícara de chocolate espesso e perfumado, que eu não beberia nem por cem libras.

Poirot bebeu um gole daquela beberagem em sua xícara rosa de porcelana e deu um suspiro de satisfação.

Que belle vie! — murmurou.

— É um mundo bem satisfatório — concordei. — Aqui estou eu, com um bom emprego, e aí está você, famoso...

— Ora, mon ami! — protestou Poirot.

— É verdade, e bem o merece. Quando recordo a sua longa série de êxitos, fico abismado. Creio que nunca conheceu o fracasso!

— Que ideia, meu caro!

— Falando sério, já fracassou alguma vez?

— Inúmeras vezes, meu amigo. O que quer? La bonne chance não pode estar sempre a nosso lado. Já fui chamado quando era tarde demais. Várias vezes outra pessoa, com os mesmos propósitos, passou a minha frente, e em duas ocasiões fiquei doente quando já vislumbrava a solução do caso. É preciso aceitar os fracassos juntamente com. os êxitos, meu amigo.